sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Uma conversa séria?

Uma conversa entre duas pessoas:

- Eu acredito que política seja um assunto sério!
- Então... você sabia que o palhaço Tiririca foi eleito deputado?
- Sério? Não brinca!
- Pois é, e sabia que houve um aumento dos salário do presidente, deputados... eles mesmos se deram um aumento.
- Então deixa eu ver se entendi, o Tiririca está ocupando o cargo de deputado, certo?! E eu te pergunto: quem está ocupando o lugar dele de palhaço?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Educação com Alzheimer


A foto acima foi tirada por mim, é uma propaganda que está circulando pela cidade. Tirei uma foto, pois eu tinha que registrar isso, eu achei um absurdo. E pergunto a você leitor: Esta propaganda é necessária? Será que é algo que se deve divulgar?
Eu acredito que o respeito não deve ser algo que se peça, por que frisar algo que, supostamente, já lhe é inserido? Bom, se esta e outras propagandas – como a: “Na faixa de pedestre, redobre a atenção com o idoso” – estão circulando pela cidade, significa que há esta necessidade de lembrar as pessoas que não são apenas conceitos: ética, respeito etc.
Será que estes conceitos fazem parte de um conjunto antigo ou antiquado, que ficou no passado? Se sim, eu retiro minha indignação, pois é importante recuperá-los; se já estão esquecidos e se há os que estejam com “Alzheimer” destas condutas, principalmente, em relação com o tratamento com os idosos.
Segundo Sá (2009), a Ética tem sido entendida como a ciência da conduta humana perante o ser e seus semelhantes. (...) Analisa a vontade e o desempenho virtuoso do ser em face de suas intenções e atuações, quer relativos à própria pessoa, quer em face da comunidade em que se insere.
Na faculdade eu tive uma matéria referente à ética, será que é preciso estudá-la? Eu acredito que se todos, profissional e pessoalmente, agissem com ética não seria preciso acentuar sua importância. Eu iria colocar o conceito de respeito e moral, mas acho desnecessário frisar, ou não?

Referência:
SÁ, Antônio Lopes de. Ética Profissional. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

domingo, 19 de setembro de 2010

Queimadas



 

 Onde árvores brotaram, viviam; agora chamas, labaredas parecem brotar da mata, apenas brotam, nascem para matar hectares; organizam-se em linhas, espalhando-se, alastrando-se rapidamente com a ajuda do vento; vão queimando animais, árvores, tudo. Ganhando mais energia com a combustão, o fogo espalha veneno no ar, monóxido de carbono. Respirando fundo, sentimos as consequências.
Extensão da seca; rios de lama, seca; chuva sem previsão. Tudo ajudando o fogo em sua missão de destruir, alimentando-se de cores que estão em sua frente, deixando para trás tudo cinzento.
A esperança vem de avião, lançando uma chuva improvisada; a esperança vem da terra, com a força e o fôlego das brigadas de incêndio que andando pela mata e contra o tempo tentam conter os focos de fogo. Tiram a fome destruidora do fogo comendo-o com as próprias mãos. Papando o fogo tentam apagar - infelizmente um pouco - do que está apagando as cores, comendo e destruindo a natureza.

Referência: Foto

 

sábado, 11 de setembro de 2010

Enchentes

Dos erros tiramos lições que nos fazem refletir sobre estes erros que passaram, aparentemente, despercebidos. Lições que levamos para não cometer os mesmos erros novamente, aprendendo com a experiência que estes proporcionam. E a lição é tirar o que podemos para melhorar.
Enchentes em Santa Catarina, uma calamidade que poderia ter sido evitada ou pelo menos amenizada. E o que ocorreu em Santa Catarina, e em outras enchentes anteriores, poderia ter servido de exemplo para que isto não ocorresse ou pelo menos em menor proporção.
Enchentes e deslizamento no Rio de Janeiro, deveria ter sido feito um acompanhamento da área de risco, que antes era um lixão e a população deveria ter sido avisada. Mas não foi o que ocorreu, o que aconteceu foi mais uma calamidade que poderia ter sido evitada. Medidas preventivas poderiam ter salvado muitas vidas. Há apenas medidas corretivas e com tanta correção, ainda continuam fazendo errado.
Escrito em: 11/04/10

A Tão Citada Ponte

Houve um tempo em que eu acreditava em tudo que diziam para mim, geralmente, os adultos inventam histórias para não responderem com exatidão as perguntas que as crianças fazem, porque tem seus assuntos de adultos ou por não terem certeza da resposta e não podem deixar as crianças parem de pensar que os adultos têm respostas para tudo. Com o tempo as crianças descobrem a verdade e passam a duvidar de tudo.
Quando virei vegetariana perguntavam-me os motivos. As respostas eram sempre as mesmas (e dependendo de como fosse a reação de quem ouvia eu continuava com mais ênfase na minha explicação). Por amor a natureza, que é destruída para ser transformada em pasto; pelos hormônios que as indústrias “injectam” para o crescimento de animais (bovinos, suínos etc.) que alimentam a indústria alimentícia e, principalmente, por me sentir bem comigo mesma.
Quando eu falava que não comia carne, algumas pessoas ficavam espantadas, outras apoiavam, mas diziam que não tinham esta coragem, havia também as que riam e as que achavam um absurdo e tentavam me convencer em desistir de o ser.
Alguém, no começo da minha nova dieta, me disse uma frase que me fez pensar: “Não vai adiantar nada você parar de comer carne por amor a natureza, porque todo mundo vai continuar comendo!”. Logo pensei na ponte, na tão citada e famosa ponte, que acredito que a maioria dos adultos já a citaram como exemplo para uma criança que diz: “fulano pode fazer ou fez tal coisa, por que eu não posso?”. Aí alguém fala: “Se o fulano pular de uma ponte, você também vai pular?”. Se todo mundo come carne eu também tenho que comer?
Não podemos deixar que o conformismo tome conta de nossas ações, em pensar: “Não posso reclamar, porque conheço alguém que está em uma situação pior do que a minha”, ou seja, a minha ponte pode estar arrebentando, mas a ponte do outro já está quase caindo. Temos que seguir o que acreditamos, pensamos e buscamos para nossa vida, sem nos compararmos com os outros, desde que seja apenas um referencial negativo para termos a certeza que não queremos seguir o mesmo caminho ou positivo como um incentivo para continuarmos buscando nossos objetivos.
Com o tempo me adaptei psicologicamente a minha nova dieta, mas percebi (e senti também) que eu deveria ter excluído a carne gradualmente, e não de um dia para o outro, tive vertigens e desmaiei uma vez.
Não sou mais vegetariana, quero voltar a ser futuramente, mas voltei a comer carne porque a ponte começou a arrebentar (não por causa dos carnívoros que roíam as cordas), voltei a me sentir mal e as vertigens aumentaram. Antes de voltar a ser vegetariana irei, desta vez, consultar um nutricionista. E quando me perguntarem: “O que você vai comer para substituir a carne?”. Terei uma resposta mais plausível. Porque a carne, com certeza, é substituível, mas a natureza não.

sábado, 4 de setembro de 2010

Uma flor (homenagem à Zilda Arns)

Uma Flor
As sementes de uma flor, foram plantadas em Florestópolis- PR, germinou pelo Brasil e ganhou o mundo. Uma flor que com toda a sua simplicidade e determinação, espalhou esperança e solidariedade por onde passou.
Não era uma rosa, como a de Vinícius de Morais, nem poderia ter tal comparação, apenas contradição. Enquanto a rosa de Vinícius, ou melhor de Hiroshima, era só destruição, matando e destruindo tudo. Esta flor só produzia luz e esperança, e foi para o Haiti com a missão de destruir, sim destruir, a fome e a mortalidade infantil.
A rosa de Hiroshima propagou o medo e irradiou - atômica - a destruição. A flor, muito pelo contrário, propagou e irradiou sua luz.
A rosa – de Hiroshima – chegando ao solo se partiu, com a missão de demonstrar o poder, do poder. A doce flor partiu, e sua missão será seguida como demonstração do poder da solidariedade.

Referências:
MORAIS, Vinícius de. Rosa de Hiroshima, poema.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Futebol III

Hoje dia 21/05/10, a seleção brasileira chegou ao estádio de futebol do Atlético-PR, que fica paralelo a uma BR*, enfim, fica poucas quadras da minha casa. Houve os que esperaram um bom tempo pela chegada da seleção, às 6h da manhã - pelo que passou no noticiário – havia muitas pessoas na entrada principal.
A imprensa também estava lá. Eu não estava. Por mais próximo que este estádio - conhecido também como Centro de Treinamento do “Caju” **, fica da minha casa, uma curta caminhada, eu não despenderia o meu tempo para ver o ônibus da seleção. Eu acredito que nenhum dos presentes viram, realmente, os jogadores. Podem ter conseguido, por alguns minutos, serem vistos por quem assistia o noticiário, instantes de fama. Havia também, uma mulher vendendo bandeiras – uma ocasião realmente oportuna.
Quando o tão esperado ônibus chegou, passou direto pelo portão principal, nem a imprensa conseguiu fazer qualquer entrevista. Quem inesperadamente chegou – a previsão era de um clima mais quente hoje -, foi uma fina garoa que não intimidou os que estavam em frente ao CT do Caju.
Neste finalzinho de tarde, ao passar pela rua XV de novembro, observo as luminárias decoradas na cor verde e amarela. Seria bom se assuntos essenciais para a população brasileira fossem tratados da mesma forma por estes, como é evidenciado o patriotismo, infelizmente, apenas em Copas do mundo. Luminárias verdes e amarelas esquentam o clima de Copa. Hoje está um friozinho agradável em Curitiba.

*Não tenho certeza se é a BR 277 ou 116.
** Centro de Excelência em Treinamentos para Futebol Alfredo Gottardi

Futebol II ou Segunda Chance

Voltando a falar sobre futebol, este é um esporte de muitos incentivos. Incentiva: a prática de atividades físicas, a educação, a socialização, o espírito de liderança, o espírito de equipe. Por outro lado, há os que levam os incentivos para o lado ruim: a competição por ganhar, a violência ao perder, a liderança ao vestir a camisa da torcida organizada, humilhação ao derrotado.
O estádio do Couto Pereira, que foi palco da ira de torcedores inconformados com a derrota ano passado, foi palco neste começo de semana, 18/04/10, de uma partida decisiva. Coritiba x Atlético. Não ocorrer o que ocorreu no ano passado era decisivo para brotar a esperança no Coritiba e decidir em casa seria uma segunda chance para que este time se redimisse pelos "torcedores" furiosos que destruíram o estádio no ano passado, e fizesse com que os verdadeiros torcedores apoiassem em cada grito de incentivo para que o time se reerguer e erguer a taça de campeão.
Os jogadores incentivados pela torcida, mostraram em campo desde o início da partida que vieram para buscar o título e a 'reputação' que haviam perdido. Todos temos uma segunda chance e o Coritiba, apesar do que aconteceu em 2009, mostrou que merecia esta segunda chance, e por ironia ou não do destino, 2 x 0 para o Coritiba. Nesta segunda chance, este time mostrou bem que o palco do Couto Pereira desta vez estava mais ensaiado com os bons incentivos.

19 de abril de 2010

Futebol I

Na praça, 31/10/09, alguns ciclistas gritam: "Cadê sua bike? Mais bicicleta, menos carros...", acho interessante e observo, já alguns transeuntes acharam estranho ou engraçado, não sei. Vendo estes ciclistas gritando por uma causa que defendem, lembrei da semana passada: do Atletiba. Que contabilizou 6,3 mil de prejuízo com depredação de ônibus e, não sei por que, mas acho que quem irá pagar somos nós, talvez eu pense isso por lembrar de uma gravação que há nos ônibus: "DANIFICAR ônibus, terminais, estações tubo ou não pagar a passagem ENCARECE a tarifa...".
O pagamento às vezes é bem mais caro: morte de um torcedor do Atlético... O que os ciclistas têm a ver com os torcedores? Em um primeiro momento nada, mas se estes torcedores com a união que têm se unissem em prol de algo mais gratificante demonstrando suas forças – e não fúria – para fazer bem a sociedade, o resultado seria maior e melhor – já que foram apenas alguns ciclistas e há muitas torcidas de times. Acredito que o mundo poderia e/ou pode ser melhor.
Pelo que ocorreu neste final de semana (06/12/09), vou continuar esta crônica, eu agora como cronista irei fazer alguns comentários sobre o último jogo do Coritiba contra se não me engano Flamengo(?) (não entendo muito de futebol, mas os cronistas devem estar atentos para comentar sobre atualidades), pela 'vergonha' como estava impresso na primeira página do jornal de ontem. Irei narrar alguns fatos (não pensem que irei narrar o jogo, porque a minha voz é muito baixa e não alcançaria as proporções esperadas), o fato é que não assisti ao jogo, mas tenho meus interlocutores (mais conhecidos como passageiros de ônibus), e pelo que ouvi e depois vi no jornal, o Coxa foi rebaixado e aconteceu uma baixaria, pelo que li 500 mil de prejuízos e agora este time terá que arcar com as consequências segundo a o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o que eu acho bom (não sou atleticana).
Voltando ao jogo que aconteceu no Couto Pereira, bem, agora não podemos voltar lá, porque o estágio está interditado até resolverem qual será a punição para o Coxa, além de muitos destroços do "pós-guerra" (como estava escrito no jornal), e parece que foi mesmo uma guerra.
Escutei um torcedor revoltado (agora era somente um passageiro no ônibus), conversando com o cobrador:
- Antigamente os caras jogavam com raça..., Não é da minha época, mas o senhor deve ter visto jogos que davam gosto de assistir, não é verdade? Perguntou o torcedor/passageiro para o cobrador. - Não esperou resposta e continuou:
- Agora estes jogadores são todos uns vendidos, que deixam de ganhar/jogar uma partida quando sabem que se perder desclassificará um outro time. No caso do Botafogo(?) já estava tudo certo. O Palmeiras perdeu, mas em compensação está com o caixa cheio, e vai dizer que não foi isso o que aconteceu? - Novamente, não esperou resposta e continuou... Falou que bateram muito em um rapaz e continuou falando...
Bom pessoal, não sabia que por trás dos jogos existia este tipo de acordo, parece que os esportes por mais que pertençam a diferentes modalidades, alguns aspectos se repetem, não sei por que me veio na cabeça os nomes Robinho e Nelsinho ambos deram umas derrapadas, quer dizer... Freadas.
Bom, era isso que tinha para narrar.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Parada Solicitada

Dias turbulentos em que vivemos atualmente, revoltas, protestos, greves. Qual é a “grevidade” da situação? O motivo é, geralmente, o mesmo: reajuste salarial.
Esta semana o perigo iminente é devido à possibilidade dos motoristas e cobradores entrarem em greve. Muitas pessoas dependem do transporte coletivo. Se efetivamente esta greve ocorrer, muitos faltarão em seus serviços ou irão procurar outra forma de chegar, seja de carro, moto, táxi etc.
Em ocorrência disso, o trânsito poderá ficar mais lento, haverá mais liberação de dióxido de carbono – mais conhecido como gás carbônico -, estresses e/ou muita paciência. Enfim, podem ocorrer diversas turbulências – refiro-me aos ônibus.
Se efetivamente isso ocorrer, quando a situação apertar mais, o desfecho será entrar em um acordo e parar a greve será a solução. O problema é quem – qual dos lados – “apertará o botão” para solicitar a parada.
Próximo a Praça Tiradentes, está em andamento – hoje 25/02/10 parece que haverá uma passeata – uma greve dos vigilantes, há rumores que os professores também entrarão em greve.
Depende do ponto de vista, a greve não é tão grave. É bom sempre perguntar: está ruim? Para quem? Lembro que em 2006 houve uma greve dos motoristas e cobradores. Os taxistas lucraram com a greve, mais do que nas férias; um dia chuvoso; antes e depois do carnaval. Garanto que para estes a greve não foi ruim.