Eu aprendi que por mais
Que estejamos
Preparados para o pior,
Nunca estamos realmente preparados. Jan/2011
"Para ser sincero, acho que ninguém leu o que escrevi (...) Sempre tenho essa impressão" Disse João Ubaldo Ribeiro em uma palestra. Em relação ao o que eu escrevo, eu tenho a mesma impressão. Acho que ninguém lê :( aproveite e leia agora, ficarei feliz :)
sábado, 19 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Vovó Tetê
Homenagem à uma mulher que foi muito valente
A minha avó sempre foi uma guerreira, era a mais velha e única filha mulher, brigava na escola para defender seus irmãos. Lutara para sustentar sua família, cuidou dos sete filhos, praticamente, sozinha. Ela sempre foi muito forte e trabalhadora, nunca se queixava, mas não queria dar trabalho para ninguém.
Eu não lembro daquela senhora fraquinha que eu vi em uma cama de hospital; eu não lembro das várias agulhadas que ela levara no dedo para medir a taxa de glicose – sempre alta. Do hospital eu só me lembro de uma auxiliar de enfermagem que disse para a minha avó: "Sua vida daria um livro, hein, dona Tetê?! "Eu já pensei nisso", pensei eu na hora.
Minha avó passou por várias cirurgias, resistira bravamente; eu não me lembro das idas e voltas para aquele hospital – quarto 204, 214... Mas eu não sei em qual quarto ela deixara a sua vontade de lutar, mesmo assim – contra si mesma – ainda resistiu, não deixou de lutar até o fim.
Agora, eu só me lembro que eu disse que a amava e que eu tinha muito orgulho dela e ela sorriu e seu sorriso eu guardo comigo, lembrá-lo me faz bem. E também eu só me lembro de quando eu era pequena e minha avó contou uma história de quando encontrou uma raposa do mato e de como eu achei ela corajosa; eu me lembro dos almoços de domingo na casa dela, com macarronada e música gaúcha; lembro-me também de quando ela enrolava meus cachos, mecha por mecha e eu me sentia uma princesinha. E são nessas lembranças que eu penso agora, para ser forte, assim como ela sempre foi.
A minha avó sempre foi uma guerreira, era a mais velha e única filha mulher, brigava na escola para defender seus irmãos. Lutara para sustentar sua família, cuidou dos sete filhos, praticamente, sozinha. Ela sempre foi muito forte e trabalhadora, nunca se queixava, mas não queria dar trabalho para ninguém.
Eu não lembro daquela senhora fraquinha que eu vi em uma cama de hospital; eu não lembro das várias agulhadas que ela levara no dedo para medir a taxa de glicose – sempre alta. Do hospital eu só me lembro de uma auxiliar de enfermagem que disse para a minha avó: "Sua vida daria um livro, hein, dona Tetê?! "Eu já pensei nisso", pensei eu na hora.
Minha avó passou por várias cirurgias, resistira bravamente; eu não me lembro das idas e voltas para aquele hospital – quarto 204, 214... Mas eu não sei em qual quarto ela deixara a sua vontade de lutar, mesmo assim – contra si mesma – ainda resistiu, não deixou de lutar até o fim.
Agora, eu só me lembro que eu disse que a amava e que eu tinha muito orgulho dela e ela sorriu e seu sorriso eu guardo comigo, lembrá-lo me faz bem. E também eu só me lembro de quando eu era pequena e minha avó contou uma história de quando encontrou uma raposa do mato e de como eu achei ela corajosa; eu me lembro dos almoços de domingo na casa dela, com macarronada e música gaúcha; lembro-me também de quando ela enrolava meus cachos, mecha por mecha e eu me sentia uma princesinha. E são nessas lembranças que eu penso agora, para ser forte, assim como ela sempre foi.
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