"Para ser sincero, acho que ninguém leu o que escrevi (...) Sempre tenho essa impressão" Disse João Ubaldo Ribeiro em uma palestra. Em relação ao o que eu escrevo, eu tenho a mesma impressão. Acho que ninguém lê :( aproveite e leia agora, ficarei feliz :)
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Meu herói, meu bandido
Eu me lembro do dia em que meu pai me ensinou a andar de bicicleta, ele segurou no assento desta; eu estava com medo dizia para que ele não a soltasse, de repente, eu o percebi correndo ao meu lado. Ele disse que não iria soltar a bike e a soltou, então gritei: “vou cair!”, mas ele disse que estava do meu lado e que eu iria conseguir. Com o tempo, eu percebi que ele fez isso para me mostrar que eu era capaz de vencer meus medos.
Quando brincávamos de um esmagar o outro, meu pai sempre me deixava ganhar. Eu, magricela e fraquinha, me sentia muito forte. Com o tempo percebi que ele fingia que estava perdendo. Mas, agora eu sei que ele não estava fingindo, ele queria me mostrar que sou forte para enfrentar grandes desafios.
Pai, eu sei que o senhor não pode estar sempre por perto para “segurar a bike”, mas sei que posso contar contigo, torcendo por mim; sei também que os problemas por mais que queiram nos derrubar, se nós estivermos confiantes teremos forças para conquistar o que almejamos. Pai, nós continuamos aprendendo um com o outro e eu tenho muito orgulho de ser sua filha. Feliz Dia dos Pais
Quando brincávamos de um esmagar o outro, meu pai sempre me deixava ganhar. Eu, magricela e fraquinha, me sentia muito forte. Com o tempo percebi que ele fingia que estava perdendo. Mas, agora eu sei que ele não estava fingindo, ele queria me mostrar que sou forte para enfrentar grandes desafios.
Pai, eu sei que o senhor não pode estar sempre por perto para “segurar a bike”, mas sei que posso contar contigo, torcendo por mim; sei também que os problemas por mais que queiram nos derrubar, se nós estivermos confiantes teremos forças para conquistar o que almejamos. Pai, nós continuamos aprendendo um com o outro e eu tenho muito orgulho de ser sua filha. Feliz Dia dos Pais
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Rosa, Minha Flor
Sabem aquela expressão: “o que uma mãe não faz por um filho”, eu posso dizer de um caso específico – no caso a minha mãe – Dona Rosa. Desde quando eu era pequena a D. Rosa estava sempre me protegendo, era capaz de entrar na minha frente, caso alguém fosse me machucar – como toda a mãe – ela se machucaria quantas vezes fosse preciso, contanto que não fosse comigo e nem com meus irmãos.
A Dona Rosa vive em função de cuidar de mim e dos meus irmãos – função mãezona mesmo. Aprendo muito com ela e tenho muito que aprender ainda, eu sei que é recíproco, que ela também aprende comigo. Porém, ela nunca precisou de aulas de “como ser mãe” ela simplesmente é e assume muito bem este papel.
Mãe me desculpa quando eu pego no seu pé, uma vez exagerei e a senhora até me chamou de “mamãe”, mas sabe que quero seu bem. E vou continuar vigiando a sua alimentação, a senhora, na sua idade, não pode se descuidar do colesterol, etc.
Mãe, eu tenho muito orgulho da senhora, encho a boca quando falo de ti – muitas vezes literalmente de boca cheia, todos os pratos que a minha mãe prepara ficam deliciosos.
Mãe, eu comecei escrevendo aos leitores, porque a senhora não tem muita habilidade com tecnologia. Pelo menos sabe ligar e desligar o computador (já é um começo), e quando a senhora não conseguiu direcionar o cursor do mouse – haha – desculpa mãe, eu não deveria rir da senhora... Mas foi engraçado (irei fazer uma cópia escrita deste texto de presente para senhora).
Mãe, a senhora sempre fez e faz de tudo para me ver feliz, não tenho palavras para defini-la, afinal a senhora é mãe e esta é uma ótima definição e se encaixa tão bem como um abraço apertado, te amo mamãe.
Mãe, eu te amo muito, desde que me conheço por gente e só palavras não bastam para expressar tudo o que eu sinto por ti. Eu te admiro muito, não só como mãe, mas como mulher também. E é tão bom saber que, em sua barriga, a senhora me amou bem antes que eu tivesse esse conhecimento.
Com carinho, de sua filha que te ama muito.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Diários (não mais secretos) da Assembleia Legislativa Paranaense
Querido diário, eu estou escrevendo porque eu quero dizer que nunca antes na história dos diários vimos tantas pessoas trabalhando em uma profissão tão exótica que é ser: fantasma. Um pouco incomum eu admito, muito embora seja uma profissão muito comum, principalmente no Brasil.
Querido diário, eu estou escrevendo também porque não acredito no que ouvi. Uma menina foi contratada para trabalhar na Assembleia Legislativa Paranaense em 1988, quando tinha apenas 13 anos. Até aí tudo bem – digamos assim – porque é normal, na corrupção, obter vantagens para o benefício próprio, mas nada é tão surpreendente que não possa nos surpreender mais ainda.
Consta que esta menina, atualmente, está de licença médica e as investigações não poderão continuar enquanto ela não “voltar” ao trabalho. Querido diário, eu acredito que está tão indignado quanto eu; nós, população, é que pedimos: dá licença. E ainda encontram uma desculpa, tão mal elaborada.
Eu acho que deveriam contratar um funcionário fantasma só para fazer desculpas mais convincentes. São indiferentes com os problemas sociais, não estão nem aí com a população e os funcionários fantasmas (que constam ou não nos diários) também não estão.
Querido diário, eu estou escrevendo também porque não acredito no que ouvi. Uma menina foi contratada para trabalhar na Assembleia Legislativa Paranaense em 1988, quando tinha apenas 13 anos. Até aí tudo bem – digamos assim – porque é normal, na corrupção, obter vantagens para o benefício próprio, mas nada é tão surpreendente que não possa nos surpreender mais ainda.
Consta que esta menina, atualmente, está de licença médica e as investigações não poderão continuar enquanto ela não “voltar” ao trabalho. Querido diário, eu acredito que está tão indignado quanto eu; nós, população, é que pedimos: dá licença. E ainda encontram uma desculpa, tão mal elaborada.
Eu acho que deveriam contratar um funcionário fantasma só para fazer desculpas mais convincentes. São indiferentes com os problemas sociais, não estão nem aí com a população e os funcionários fantasmas (que constam ou não nos diários) também não estão.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Eu aprendi (Estrofe 69)
Eu aprendi que por mais
Que estejamos
Preparados para o pior,
Nunca estamos realmente preparados. Jan/2011
Que estejamos
Preparados para o pior,
Nunca estamos realmente preparados. Jan/2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Vovó Tetê
Homenagem à uma mulher que foi muito valente
A minha avó sempre foi uma guerreira, era a mais velha e única filha mulher, brigava na escola para defender seus irmãos. Lutara para sustentar sua família, cuidou dos sete filhos, praticamente, sozinha. Ela sempre foi muito forte e trabalhadora, nunca se queixava, mas não queria dar trabalho para ninguém.
Eu não lembro daquela senhora fraquinha que eu vi em uma cama de hospital; eu não lembro das várias agulhadas que ela levara no dedo para medir a taxa de glicose – sempre alta. Do hospital eu só me lembro de uma auxiliar de enfermagem que disse para a minha avó: "Sua vida daria um livro, hein, dona Tetê?! "Eu já pensei nisso", pensei eu na hora.
Minha avó passou por várias cirurgias, resistira bravamente; eu não me lembro das idas e voltas para aquele hospital – quarto 204, 214... Mas eu não sei em qual quarto ela deixara a sua vontade de lutar, mesmo assim – contra si mesma – ainda resistiu, não deixou de lutar até o fim.
Agora, eu só me lembro que eu disse que a amava e que eu tinha muito orgulho dela e ela sorriu e seu sorriso eu guardo comigo, lembrá-lo me faz bem. E também eu só me lembro de quando eu era pequena e minha avó contou uma história de quando encontrou uma raposa do mato e de como eu achei ela corajosa; eu me lembro dos almoços de domingo na casa dela, com macarronada e música gaúcha; lembro-me também de quando ela enrolava meus cachos, mecha por mecha e eu me sentia uma princesinha. E são nessas lembranças que eu penso agora, para ser forte, assim como ela sempre foi.
A minha avó sempre foi uma guerreira, era a mais velha e única filha mulher, brigava na escola para defender seus irmãos. Lutara para sustentar sua família, cuidou dos sete filhos, praticamente, sozinha. Ela sempre foi muito forte e trabalhadora, nunca se queixava, mas não queria dar trabalho para ninguém.
Eu não lembro daquela senhora fraquinha que eu vi em uma cama de hospital; eu não lembro das várias agulhadas que ela levara no dedo para medir a taxa de glicose – sempre alta. Do hospital eu só me lembro de uma auxiliar de enfermagem que disse para a minha avó: "Sua vida daria um livro, hein, dona Tetê?! "Eu já pensei nisso", pensei eu na hora.
Minha avó passou por várias cirurgias, resistira bravamente; eu não me lembro das idas e voltas para aquele hospital – quarto 204, 214... Mas eu não sei em qual quarto ela deixara a sua vontade de lutar, mesmo assim – contra si mesma – ainda resistiu, não deixou de lutar até o fim.
Agora, eu só me lembro que eu disse que a amava e que eu tinha muito orgulho dela e ela sorriu e seu sorriso eu guardo comigo, lembrá-lo me faz bem. E também eu só me lembro de quando eu era pequena e minha avó contou uma história de quando encontrou uma raposa do mato e de como eu achei ela corajosa; eu me lembro dos almoços de domingo na casa dela, com macarronada e música gaúcha; lembro-me também de quando ela enrolava meus cachos, mecha por mecha e eu me sentia uma princesinha. E são nessas lembranças que eu penso agora, para ser forte, assim como ela sempre foi.
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